Liberdade de Ação

Irei começar por expor a teoria compatibilista da liberdade apresentada por David Hume. A ideia é que uma ação é praticada livremente se o agente podia ter atuado de outra forma, caso o tivesse desejado. Suponha-se que alguém aceita uma oferta de emprego para o Verão. Hume afirma que essa pessoa agiu livremente se tivesse podido declinar a oferta, caso pretendesse fazê-lo. Pela mesma ordem de ideias, quando alguém entrega a carteira a um ladrão ao ouvi-lo dizer “O dinheiro ou a vida!”, essa pessoa está a agir de livre vontade se for verdade que caso tivesse preferido morrer em vez de permanecer vivo, podia ter recusado entregar a carteira. Portanto, a teoria de Hume é que as ações livres são aquelas que estão sob o controle causal das crenças e desejos do agente. Quando uma crença está sob o controle do agente, parece ser verdade que se o agente tivesse tido outro conjunto de desejos, também poderia ter selecionado e praticado uma ação diferente. A teoria de Hume é compatibilista porque defende que uma ação é livre se se encontra causalmente relacionada de uma maneira particular com as crenças e desejos do agente.

Elliot Sober em ‘Core Questions in Philosophy’

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