Eterno Retorno

Hitler lutou na primeira guerra mundial no posto de cabo e posteriormente, ao acender ao posto de Chanceler por meios políticos, possuía certa desconfiança em relação à lealdade da oficialidade alemã, por motivos obvios, havia ali, uma quebra da ordem militar, pois para se ater a postos superiores na hierarquia militar, portanto de mando, necessitava e ainda hoje é assim, um longo caminho a percorrer, e o Fuhrer, conseguiu quebrar esta ordem, passando de cabo a dirigente máximo, portanto, suplantou a ordem de acendencia ao comando. Evidente, que em meio a paranóia nazista, existia um forte componente sobre a lealdade da oficialidade em relação a ele, por motivos óbvios, talvez observado pelo Dr Freud com extrema facilidade.

Para superar o complexo, ou desconfiança, Hitler criou as SS, tropa de elite subordinada diretamente a ele, como guarda pessoal, dando caráter místico, elitista, encarnando os ideais da superioridade ariana, com símbolos de obediência (caveira com ossos cruzados), uniforme diferente dos demais, pois o deles eram camuflados, enfim além de apoio material, um forte componente doutrinário de lealdade, superioridade, etc. Funcionava, como uma ordem mistica e secreta, encarnando as loucuras idealizadas pelos nazistas e diga-se de passagem, a formatura dos novos SS, era considerada um ritual de iniciação e não, uma formatura militar. Tudo isto para dar moral a eles, tanto que de certa forma funcionou, pois quando os alemães foram cercados na Rússia, foram socorridos pelos SS e ganharam fama de eficiência na invasão da Polônia, Países Baixos e França.

As SS, não foram uma solução idealizada pelos nazistas somente para superar as desconfianças dos ditadores em relação ao entorno mas no Império Romano, vamos ouvir falar da famosa Guarda Pretoriana de César, Napoleão possuia um exército paralelo, a Guarda de Napoleão, todos com o mesmo pretesto, guarda pessoal do chefe.

Tudo isso parece passado, se não ouvíssemos falar das milícias italianas, desarmadas é verdade, paralelas às forças de segurança italianas, com intuito de combater crimes cometidos por imigrantes na Itália moderna. Não vamos esquecer, da Guarda revolucionária iraniana e a Guarda do Saddam, das milícias populares chinesas e cubanas e finalmente, as milícias de Chaves que segundo informações, foram legalizadas e seu líder pretende ter um contingente de um milhão de homens. O eterno retorno de Nietzsche, parece bem evidente, deixando livre, as conclusões.

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