Covil dos Inocentes

Relembrando o passado recente da história brasileira, quando da encrenca entre os irmãos Collor, que culminou com a denúncia de um esquema de tomar dinheiro, chefiado pelo sr Paulo Cesar Farias, houve na época forte reação, com levantamento dos estudantes e setores sociais da sociedade, capitaneados pelo partido dos trabalhadores, que culminou com o processo de impeachment do presidente em questão. Com a ascenção de Fernando Henrique, ainda que em menor escala, mas também capitaneados pelo partido dos trabalhadores, setores mais aguerridos não davam muita trégua, ou vida fácil, ao governo em questão, com muitas greves, forte ação do movimento sem terra, se lembram do José Rainha (?), que davam aos deputados petistas na Câmara, aparente força maior, que por exemplo têm no governo atual do mesmo partido dos trabalhadores e aliados. Durante o governo Lula, houveram invasões, é verdade, pois este é o “modus operandi” do movimento sem terra, mas nada que obstruísse a vida normal brasileira, os movimentos sindicais, ainda nas mãos do partido dos trabalhadores e aliados, também nunca obstruíram o caminhar normal da vida nacional. É verdade, que estes setores da vida nacional e outros que não sabemos, foram aquinhoados, com doações amigas, por via direta ou indireta, diga-se empresas estatatais, cargos a sindicalistas, acessorias, parentescos, apadrinhamentos e tudo o mais que não sabemos, inclusive muitos deles, flagrados nas orgias do Marcos Valério.

Como diz o filósofo John Gray, “O Homem é o mesmo”; parece que se não parte ou o todo, do segredo do governo Luis Inácio, ou a estabilidade aparente que vivemos, seguida dos altos índices de popularidade, decorre da forma com que nosso presidente, parece ter governado, fazendo do governo um bem sucedido balcão de negócios, para ricos e pobres, diga-se de passagem, pobre também é filho de Deus e gosta de mordomia e este governo, nos prova isto. É fato que a grande atração pelo poder, está naquilo de bem material e visibilidade que este pode oferecer à nossa vida, e como individuos, sob o ponto de vista material e emocional, pois quando estamos no poder, de certo, não faltam aduladores. A democracia visa, com todos os seus defeitos, ensinar a nós humanos, sobre a divisão do poder, bem dito “do poder” e não divisão da miséria alheia, pois este sim, necessita ser dividido e aqueles que recebem do povo a sua autorga, devem, e isto é necessário aprender, exercitar a lição de compartilhá-lo, de alternar seus detentores, sempre importante lembrar, temporários, para evitar os exemplos dos quais este mundo está cansado de receber, como temos na nossa América Latina, a todo momento sendo lembrados pelos exemplos de Cuba, Venezuela e recentemente Honduras. A coligação governista, caso perdedora, necessita dar a nação o outro lado do poder, isto é, ser oposição, sem obstruir a capacidade de governar, sem impedir o sucesso do outro no exercício deste poder. Aí, a vaca tosse.

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