Mediocridade

A mediocridade está situada entre o grande e o pequeno, o bom e o mau, na ausência do original ou característica daquilo que é comum. Diz-se que o medíocre não é capaz de apreciar a excelência mas é necessário na busca da estabilidade social, um mundo visto pela intensidade criativa seria ingovernável. Daí a eterna tensão entre a excelência e o que é medíocre, carcterísticas que psicólogos colocam no topo do funcionamento que influência a sociedade. Regidos por leis determinadas e próprias à suas necessidades, se inserem na promoção do progresso e estabilidade social; dito por quem entende do assunto. Uma das qualidades próprias do ser humano saudável está na busca pela superação, quando através da própria criatividade se apóia e admira a excelência, tendência esta, necessária ao avanço do novo. Em contrapondo ao novo, avança o medíocre por conta da intrínseca atividade que gera estabilidade.
Buscando alcançar iluminação na questão, o psiquiatra Luís de Rivera, catedrático espanhol de psiquiatria, define mediocridade como incapacidade em valorar ou admirar a excelência, classificando em três formas. A primeira chamada de inócua ou normopatia em que ocorre a falta de originalidade através de uma normalidade absoluta. Não distinguem a excelência e aceitam as indicações apresentadas; são considerados razoalmente felizes. Em Seguida, a pseudocriativa, via pretensiosa tendência na imitação, necessitando aparentar e ostentar poder. Fundamenta-se na imagem, desfavorecendo progressos e incentivando a repetição ou imitação. Por fim, o especialista nos fala da Síndrome da Mediocridade Inoperante Ativa (MIA), considerada prejudicial e agressiva, se enquadrando aí, os praticantes de assédio. Além de não reconhecerem a inovação, buscam destruí-la por conta de sua atividade não criativa e improdutiva, pelo imenso desejo de notoriedade e influência.
Devemos nos atentar que nas sociedades democráticas, a perseguição à excelência via mediocridade, se exerce insidiosa e sutilmente desde a infância. Há que se convir que o medíocre é a alegria do Status Quo, consumidor voraz e de fácil manipulação, não questiona normas ou autoridades. A excelência não exige que aquele que a reconheça seja um expert, um gênio, portanto, qualquer um poderá buscá-la afastando a mediocridade de si. Decerto escolherá roupas adequadas, mesmo que baratas, amigos de bons ares, apreciar a beleza da vida como se apresenta. É fato incontestável que a mediocridade deu base a morte de grandes filósofos gregos, de crimes cometidos pela Inquisição, perseguições engendradas em governos ditatoriais, no martírio judaico, na perseguição, desmoralização, censura ou assédio visando o abandono do homem e da mulher.

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Silêncio

Silêncio, obra de Martin Scorsese baseado no livro do autor japonês Shusaku Endo, reflete questões da fé cristã, lidando com temas do drama da própria vida. A história do jesuíta português desertor no Japão renegando sua crença, impactou forte a Europa, mesmo que atormentado por tortura num país que perseguia os cristãos. Com ingredientes no qual dois colegas enviados ao Oriente, buscam avaliar o missionário em questão, trás complexidades da fé e da caminhada espiritual humana. Ambientado num país envolvido pelo “sakoku” ou ‘nação fechada’, avessa à qualquer influência, período este que vai desde meados do século XVI até o século XIX.
A referência ao silêncio do título, mostra a mudez divina diante o drama humano do crente e ao martírio das vítimas. Face a este silêncio, se estabelece a resignação aceita sem vacilos que Deus está em silêncio diante a tragédia humana na terra. Tal condição parece fácil e por conta, leva a angústia e dúvida, quando o atormentado exclama ‘durante anos tenho orado a nada’. Questiona a mudez divina face ao sofrimento humano, a perversidade que inflige torturas na busca da quebra da vontade. Tal silêncio encontra eco no mundo atual, por conta da existência divina ser colocada sob exame pela ciência e cultura modernas. Frente a esta possibilidade de inexistência, abre a construção de hipótese explicativa sem ele. Por sua vez, relaciona o silêncio ao sofrimento experimentado por todos.
A questão do silêncio de Deus permitindo que tudo aconteça, envolve uma tênue linha que separa a crença da descrença. Pelo livre arbítrio humano emerge a barbárie e confusão, com a suspeita pelos não crentes que ele se omite e nada faz. Os que crêem, por sua vez, mesmo que na incerteza, buscam reforçar sua ação à seu tempo e modo, respeitando o livre pensar e agir. O simbolismo do silêncio, reflete o acontecido no mundo interior de todos, no qual se produzem dissonâncias e desgraças. A fé cristã busca basicamente atitude na aceitação do silêncio apesar da vida, mesmo quando abandonos por incertezas e descrença, sem a perda da abertura a Deus, talvez seja uma forma de buscá-lo à outro modo.

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Êxodo

A Somália além de grave carência tornou-se um dos países da África mais atingidos pela seca e fome. As estatísticas informam que um em cada dois somalis necessitam ajuda externa numa população de dez milhões de habitantes. A violência associada a extrema carência, pede garantias de segurança dada pelo governo central tentando evitar a perda do controle da situação. O Comitê Somali da Seca e a ONG Saacid, instalaram um campo de refugiados, que em poucos dias, possuía uma população de 16 mil pessoas. Precariamente agrupam pessoas num areal e constroem cabanas de madeira contendo somente uma rede contra mosquitos. A moral dessa história é que alimentos, roupas e materiais de construção são doações dos habitantes da capital do país e de países amigos, particularmente o Qatar, já que não há possibilidade de proteção governamental por falta de fundos.
No outro lado da corda, a Austrália no último verão conviveu com incêndios florestais e altas temperaturas, mais de 250 registros meteorológicos em 90 dias, por culpa do alto consumo de energia fóssil. Avisam-nos que desde de 1990 a temperatura média subiu 1ºC em todo o continente australiano. O Conselho do Clima australiano, órgão independente, avisa que na parte leste e central do continente, ocorreram incêndios florestais descontrolados e altas temperaturas e na parte ocidental, chuvas fortes e inundações. Avisam que calor extremo será mais frequente com risco à infra estrutura, saúde e ecossistema. Citam que o verão de 2013 e 2014, deixou uma fatura à economia de U$8 bilhões em absenteísmo e queda na produtividade.
O desastre ambiental que vivenciamos de ação progressiva, tem apresentado respostas imediatistas e geralmente nos mais pobres, esbarra na falta de dinheiro pelos conflitos, corrupção e inoperância. Os dois casos acima são exemplos disso. A Somália só respondeu ao êxodo local com forças de segurança, muito mais para proteção da oligarquia dominante do que desabrigados atacados por saqueadores dos alimentos doados. Mas a questão não é só dinheiro, porque a rica Austrália cobre os prejuízos e sua questão imediata é a redução do excessivo gasto de energia fóssil, impactando diretamente no modo de viver do povo. A médio e longo prazos, há que se desenvolver soluções de mitigação e regeneração. Parecem coisas longe de nós pois não sabemos qual nosso prejuízo ambiental, qual nossos urgentes encaminhamentos e a médio e longo prazos. Talvez seja o caso de relembrar o célebre Luis Inácio com sua pérola sobre a crise de 2008, dizendo ao Bush para resolver porque aqui é só uma marolinha. Hoje, quem sabe, complementaria a pérola lembrando que o prejuízo não é nada em vista do que gastamos em corrupção.

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Último sobrevivente

Varian Fry jornalista de Nova York, durante a ocupação nazista na França criou um rede de pessoas que salvou 2000 judeus das garras nazista, na sua maioria intelectuais, como Marc Chagal, André Bretone e Max Ernst. Expulso por Vichy em 1941 foi recebido com frieza nos EEUU por conta da desaprovação pelos americanos dos seus métodos de atuação; morreu no esquecimento em 1967. Justus Rosemberg, o último sobrevivente da rede criada por Varian e aos 19 anos desembarcou em Marselha com 3000 dólares, onde começou atuar. Originário da classe média alta judaica estudou literatura na Sorbonne, até se empobrecer por conta da perseguição à sua familia e das leis anti judaicas. A expulsão de Varian, levou-o à Resistência Francesa e preso em 1942 foi confinado no campo de Vernissieux de onde partiam os comboios à Auschwitz. Em 1946 emigrou para os EEUU e aos 96 anos recebeu a Legião de Honra da França.
O historiador Mark Mazower autor de O Império de Hitler defende sobre a expansão nazista, a fundamentação racial vista nos semelhantes europeus. Cita que no século XIX, ingleses e franceses com sentido racial, chegam a África e Ásia e a distribuição do Oriente Médio ou o avanço americano ao Oeste, mostram sinais de afirmação racial. Algo também visto na invasão Japonesa da Mandchúria e chegando em Hitler, nos mostra que este invade o leste europeu com a ideia de colonização de povos bárbaros. Segundo Mazowe, em 1939 os nazistas alocaram 21 mil pessoas em campos prisionais e em 1945 eram 700 mil. A ação dos SS no Oriente marca, segundo o autor, a melhor maneira de expressar a superioridade racial nazista. O filósofo Alfred Rosemberg, avalia que o mesmo se observa em relação ao Império Britânico cujas ações tinham base raciais. Os próprios americanos quando na colonização do oeste, tiveram atitude de superioridade racial com índios e latinos, aqui, mexicanos. O que se pretende é chegar ao ponto que não foram os nazistas isoladamente que defenderam a superioridade racial alemã, mas cada povo defendeu racialmente seus métodos e modus operandi. Conclui Mazower que a integral obtenção da cidadania britânica francesa e portuguesa necessitava ter a cor certa da pele, quer dizer, sistemas duplos de status não foi uma invenção nazista.
O Império nazista fundamentado na raça visava destruição do comunismo eslavo russo, daí o tratamento racial superior ao leste europeu visto Ucrânia, Polônia etc. A questão judaica inserida na luta militar localizada no Oriente ocupado por ingleses, tinha como ideia a terra de Sião dada por Deus ao povo judeu, onde formariam um estado de judeus. Militarmente os sionistas lutavam contra os ingleses que ocupavam a região, com o mesmo sentido racial europeu. O sionismo fundado na Alemanha no século XIX era financiado em sua maior parte pelos judeus europeus e em sua maioria das tribos Sefaradi e Ashkenazi. Ficou uma lacuna na identificação judaica ao Holocausto, pois caso os aliados bombardeassem os Campos de Extermínio, ou, os guerrilheiros judeus que lutavam na Palestina adiassem seus planos de implantação do estado judeu e passassem ao ataque à acessos aos Campos da Morte como linhas férreas e pontes, decerto o número não seria de 6 milhões, talvez 50 mil, e o velho Ike teria lugar de honra no Memorial Yad Vashem em Jerusalém e descanso ao lado do Sr Schindler.

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Ato agressivo

O Suicídio é um evento que se expande em silêncio, em que pelo menos duas pessoas atacam a própria vida por dia. Na América Latina o Uruguai apresenta a maior taxa com 18,54 por 100 mil habitantes. Entre 1990 e 2016 houve por lá duplicação de casos com o recorde da década no ano passado. 2005 marca a progressão de valores anuais e o pico mais alto foi 2002. O Ministério do Interior uruguaio avisa que duas mulheres são mortas por mês pelo parceiro, ex parceiro ou familiares. No mesmo período que 38 pessoas morrem no trânsito ocorrem 53 suicídios, com o detalhe de serem pessoas com mais de 61 anos e os jovens entre 21 e 40 crescem progressivamente. Estes dados vistos no Uruguai, juntos com Cuba e Porto Rico, são as mais confiáveis estatisticas por mortes violentas. Apesar disto o aumento deve-se a falta de políticas preventivas, ficando à iniciativa privada afrontar a questão.
A ideia de atentar contra a vida abre espaço a Freud por conta de sua maior contribuição à psicanálise e cultura, ou, a constatação de um desconforto ou mal estar inerente a própria civilização, ou, a plena satisfação de cada um dos seres humanos. Já a Dra Melanie Klein identifica na criança a agressividade, que pela dificuldade de linguagem, expressa angústia por meio da brincadeira. Mais além, nota mal estar nos primórdios da relação mãe e filho, materializado inconscientemente pelo ciúme e inveja. Esta descoberta, abriu espaço ao que considera a agressividade como pertencente ao mundo interno infantil e pelos aspectos violentos e destrutivos, faz parte de sua vida mental. Aplicou como via de acesso a tais conteúdos inconscientes, usar a brincadeira como dispositivo de expressão ou o equivalente a linguagem verbal do adulto. Ao atender pacientes infantis utilizando meios lúdicos, Dra Melanie desvendou fantasias remotas, entendeu processos de pensamento e acessou seus níveis inconscientes.
O suicídio como agressão à própria vida representa sempre acúmulo de questões, muitas delas inconscientes, que não são devidamente afrontadas ao longo da vida. Não é só por falhas estatisticas mas também pelo mito do medo ao contágio, em que expor o tema pode disseminar a ideia, tornando a questão menos discutida entre a maioria da população. Não são eventos simples, pois muitas vezes envolvem familia e frustações por conta da violência doméstica. No caso masculino, a perda do emprego e no feminino os chamados problemas emocionais, se negligenciam pelo esquecimento.

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E a vida ?

Análise da Merrill Lynch com base em pesquisa da Nielsen informa que as pessoas se sentem menos felizes entre os 50 e 53 anos. Por conta da obsessão da modernidade pela felicidade e economia e suas espectativas na tomada de decisões no viver. Cita troca de emprego, proximidade da aposentadoria e seu financiamento, despesas com os filhos na universidade, custos nos cuidados com pais idosos, como exemplo. Já a Business Insider, diz que as pessoas se tornam mais felizes à medida que envelhecem, muito pela aceitação do envelhecimento, que segundo a ideia, gera paz e satisfação. Nesta batida, após os 55 anos ocorrem relatos de níveis de bem estar chegando ao seu ponto alto aos 80 anos. Tais níveis de felicidade podem mudar com o tempo, como exemplo, nos próximos 30 anos os atuais 50 anos podem se tornar menos felizes aos 80 anos ou jovens de 20 anos serem mais felizes na fronteira dos 50 anos. Ao se colocar no centro do envelhecer a questão econômica na OCDE, leva as pessoas com 65 anos ou mais a associarem boa saúde com felicidade e assim usar o tempo livre como desejariam.
Ainda nesta premissa de felicidade, surge a Finlândia nos apresentando o quase nenhum insucesso escolar. Lá, ser brilhante é regra, não exceção. Os alunos do ensino secundário findam com boas notas, poliglotas e com forte interesse na leitura. Isto é dito, porque lá a profissão de professor possui prestígio, trata-se de curso universitário dos mais exigidos. Por conta da prioridade ao ensino individualizado e à liberdade criativa, efetivamente os alunos decidem na escola por conta de reuniões e debates. Já o psicólogo Abraham Maslow defende a tendência humana pela excelência por natureza e nesta premissa, busca analisar o papel que desempenham a cultura e a educação. O escritor italiano Pino Aprile no livro Elogio do Imbecil, questiona a possibilidade de nos condicionarmos à seleção cultural e por conta, nos condenar a imbecilidade. Afirma a possibilidade real da seleção cultural e que inteligência é como areia nas engrenagens obstruindo mecanismos. Conduzir a genialidade pelo estímulo ao questionamento, afirma que levaria à subversão do sistema, não por discutir a norma em vez de aplicá-la, mas bloquear por atuação o percurso da engrenagem.
A felicidade sob o ponto de vista econômico na terceira idade, visa os financeiramente mais felizes aumentando a desigualdade. Empresas farmacêuticas, de entretenimento, jogos de azar, seguros, cuidadores da saúde, empresas funerárias, tudo isto avaliado em mercado com poder de compra de 1 bilhão de dólares. Em 2010, 9% da população mundial possuía mais de 65 anos e a projeção para 2050 é de 19%. Atrelar a felicidade à economia, decerto pode conduzir o ser humano ao grave risco de vazio existencial, por conta de metas não atingidas, muitas das quais, sem peso de responsabilidade. Pressão social, via concorrência, busca a excelência empresarial e pode nos levar a cilada da seleção cultural. Seleção esta, que impõe o que é bom ou ruim aos interesses da conhecida sociedade de consumo ou pós modernidade. Acabamos, caso nesta cilada, sem outras opções existenciais para iniciar e concluir o último ciclo do viver.

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Inclusão

O IDI ou índice de desenvolvimento inclusivo do forum econômico mundial, visa classificar economias em relação a pobreza, desigualdade, dívida pública e meio ambiente. Utilizando parâmetros educacionais, éticos, de investimento, empreendedorismo e de proteção social, identifica os países com economia de mercado que, no mínimo, beneficiam a maior parte da população e não, poucos. A lista é encabeçada pela Noruega, seguida de Luxemburgo, Suíça, Islândia, Dinamarca, Suécia e Holanda; todos do norte da Europa. Têm em comum, alto grau de mobilidade social, baixo desemprego, força de trabalho feminina exuberante, proteção social, adequados padrões de vida e promoção de cultura empresarial. Entre os emergentes, lideram a Lituânia, Azerbaijão e Hungria.
Outro relatório, o da FAO, nos apresenta o coeficiente Gini medindo o nível de desigualdade e apontando queda na América Latina e Caribe  entre 1993 e 2008, mesmo acima da média global ou 0,48. Há no mundo 250 milhões de migrantes com 9 milhões na América Latina. Fala-se em forte transformação estrutural agrícola nos três maiores países. O Brasil, focado no agronegócio aumentou mais de quatro vezes o comércio. A participação agrícola no PIB nos últimos 20 anos passou a ser de 6% enquanto no emprego total caiu de 24% para 9%. No México entre 1990 e 2013, segundo Graziano, a participação no PIB foi de 7% para 3,5% e no emprego caiu de 12% para 6%. Na Argentina a produtividade do trabalho no campo, quadruplicou enquanto no Brasil e México, quase duplicou. Tudo por conta das inovações tecnológicas que aumentaram a produtividade, diminuindo a taxa anual de rendimentos e devidamente agravada pela degradação ambiental.
Parece real que as chamadas economias inclusivas e mais iguais, possuem semelhanças entre si. A todos chama atenção a baixa densidade populacional e talvez sua característica maior, a classe média majoritária inclusiva, comparada pela alta densidade populacional e pobreza majoritária nas mais desiguais. A industrialização agrícola ou agronegócio exibe alta produtividade e por tratar-se de modelo de países ricos, tem caráter exportador. Este fato provoca concentração de renda e desiguladade. Principalmente na América Latina, pela pobreza e degradação ambiental, há que se dar mais espaço à agricutura familiar visando conter o ciclo perverso, ou, mais para que tem e menos ainda, para quem menos possui.

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