Custo benefício

Pesquisa realizada em 2015 pelas Universidades da Geórgia e Califórnia concluiu que só em 2010 foram parar nos oceanos 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos. Informam que desde os anos 1950 geramos um total de 8.3 bilhões de toneladas de plástico e deste total, passamos de 2 milhões de toneladas produzidas em 1950 à 400 milhões em 2015. Informam ainda que metade do total produzido entre 1950-2015 foram nos últimos 13 anos do período em questão, sendo que a maioria está dispersa no ambiente e 75% foi parar no mar.
Este mesmo grupo revisou a pesquisa de 2015 detalhando que dos 8.3 bilhões de toneladas, 6.3 bilhões viraram resíduos, sendo que 9% foi reciclado, 12% incinerado e 79% acumulado nos aterros sanitários ou lançados no ambiente. A conclusão mais preocupante é que o crescimento do plástico é exponencial e até 2050 haverá 12 bilhões de toneladas distribuídos entre aterros e ambiente. Outra conclusão é que o crescimento do plástico só é superado pelo do aço e cimento, ambos da construção civil. Fazem uma comparação como produto final decorrente do aço e cimento que apresenta grande durabilidade, ao passo que o plástico tem usabilidade curta gerando resíduos de vida longa.
Certamente nossa visão sobre resíduos sólidos residenciais, hospitalares, radioativos ou tóxicos em geral, deveria ser mais do que lixo, ou, aquilo que não presta. Ambientes considerados lixões mostram a decadência ou o que não serve ao mercado. Uma imagem de decadência pelo excesso de uso é a dos barcos abandonados em Muynak no Usbequistão, consequente ao despovoamento pelo declínio do mar Aral. A ideia de lixo deve adquirir nova ótica como ponto de partida na atitude diante a vida. Resíduos sólidos plásticos ou papel, devem ser de alguma forma matéria prima. Se todo o ferro descartado por aí fosse enviado à siderurgia, ou, se a borracha de pneus fosse enviada à indústria para reaproveitamento, decerto uma nova economia mais cedo ou tarde floresceria pujante. Mais forte ainda seria se houvesse um programa de compra de veículos velhos para envio à reciclagem, reaproveitando do vidro a pneus, passando pelo aço obviamente. Talvez tomemos consciência que para a indústria de transformação, o melhor é o fortalecimento da incipiente indústria da reciclagem. Talvez mais sensato seja dar tempo de validade ao consumo do que mandar a conta ao mais fraco.

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E-residência

A Estônia é o pais mais agressivo quando se fala em ambiente amigável à empresas na internet. Por meio de sua e-residência o pioneirismo na administração on line oferece acesso aos estrangeiros a serviços públicos nacionais, bastando o cartão de identidade inteligente e ter ido pelo menos uma vez ao país. Cerca de 4 mil serviços, desde bancos a registro de empresas, registros de saúde, acesso a medicamentos, declaração de imposto de renda incluindo o voto popular, tudo pelo smartphone. O cartão e-residente se assemelha ao documento de identidade a que os estonianos estão cadastrados, com o detalhe só servir ao ambiente virtual via assinatura digital. O e-residente trás benefícios aos que possuem ligações com o país, como empresários trabalhadores ou estudantes.
O chamado e-Estônia compõe-se do cartão de identidade e um sistema digital de trocas de dados, que eles chamam de X-tee com mais de dez anos de vida. A questão da facilitação ao acesso à serviços é a atração de talentos nacionais ou não, visando de alguma forma participação na vida nacional mesmo que fora do país. Com um código pessoal utilizado a cada operação feita, colocados em infraestruturas chamadas de X-road, servindo de ligação entre bases de dados públicas e privadas no ambiente virtual. O detalhe do sucesso do projeto está na utilização de servidores não muito grandes, descentralizados evitando a dependência e sobrecarga, diminuindo riscos de colapso por excesso de demanda. Dados pessoais são armazenados em servidores previamente separados, com barreiras de segurança e sob controle da autoridade gestora. Há trocas de informações entre bancos e comércio, trocas sanitárias ou dívidas por exemplo, tudo, autorizado pelo usuário.
A Estônia não nos serve de padrão pela sua baixa densidade populacional ou homogeneidade, mas a experiência no e-governo possui alta aceitação no quesito mais importante de todos, ou, a confiança social no sistema em questão. Há que se convir que corrupção é de baixa aceitação nacional ou mesmo violação de privacidade, sendo fatores de sucesso do sistema. Países que tentam seguir tal caminho, focam na construção da confiança do usuário, estabelecendo serviços menores como os escolares por exemplo. Salta aos olhos a quebra de resistências na Alemanha, pela desconfiança com a privacidade. O sucesso da Estônia na internet foi a pouca capacidade de financiamento do serviço público pelo fim da URSS, substituindo serviços manuais e extremamente burocratizados. Mais afetos à nós, a Índia dá passos na internet das coisas entre os menos afortunados ocupando lacunas oficiais. Será de grande serventia à nascente economia verde, pela facilitação, gravidade das questões e urgência na busca de soluções, o uso do ambiente virtual administrativo no financiamento e prestação de serviços,

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Barents

O IPCC avisa que o aquecimento dos oceanos entre 1971 e 2010, representa 90% do calor acumulado se comparado ao 1% de calor armazenado na atmosfera no mesmo período. Daí o aumento global da temperatura impactar diretamente sobre a calota polar. Outra constatação é em relação ao metano, pois sua estabilidade decorre à baixas temperaturas e altas pressões. Em suma, a pressão exercida por uma camada de 390 metros de água desde o fundo do mar, mantém a estabilidade. Já no final do século XX, encontraram crateras no fundo do oceano Ártico de onde eram liberadas quantidades de metano com o fluxo chegando a superfície. São estruturas de vários metros de diâmetro e dezenas de profundidade, cujo aparecimento remete a 12 000 anos atrás por conta de explosões, liberando quantidades de gás ocasionando profundas modificações ambientais. Hoje sabemos que o metano potencializa o efeito estufa com um impacto 25 a 30 vezes maior que o CO2.
Artigo publicado na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States) nos informa que cientistas da Noruega descobriram mais de 600 vazamentos de metano no mar de Barents no Ártico, por meio de crateras com até 1 km de diâmetro e 30 metros de profundidade. Por conta de se localizarem no fundo do oceano a 390 metros de profundidade, a perda de massa de gelo faz com que liberem o gás provocada pela instabilidade glacial. Conhecidas desde os anos 90, as crateras mostram protuberâncias cheias de metano emergente que se dispersa pelo mar. A questão bastante relevante é que o gás está na profundidade sob forte pressão e com o evoluir dos eventos climáticos, poderia se desequilibrar provocando explosões de imprevisíveis consequências. O problema é que a velocidade de aquecimento no Ártico é duas vezes maior que a do planeta.
A questão do aquecimento global nas regiões mais frias, aí se inserindo o Ártico, parece paradoxal. Por um lado eventos referentes ao aquecimento mostram-se mais exuberantes, como a questão das terras eternamente geladas liberando significativas quantidades de metano. Por outro, regiões áridas pelo frio intenso, tornam-se mais agradáveis à convivência humana. A tomada de consciência pelas populações, envolve efeitos sentidos à curto prazo forçando atitudes de mobilização. No caso das regiões frias, além dos incêndios no verão ou ondas de calor extremo ou mesmo tempestades, não acontecem o ano todo, portanto, acabam por protelar a mobilização. A exploração do gás e petróleo nas regiões árticas, mesmo com graves consequências futuras, certamente enfraquece resistências adiando soluções.

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Limites extremos

O mundo assiste atento aos vários recordes de temperatura nas mais variadas regiões alternando com eventos extremos. A linha que separa o limite de adaptabilidade humana à temperaturas extremas e a incompatibilidade com a vida é a questão a ser respondida. Populações foram se adaptando as várias peculiaridades de cada região seguindo parâmetros de temperatura, altitude (pressão), ventos, umidade e da qualidade do ar respirado. Na história humana as adaptações se estabeleceram por gerações ao longo do tempo, enquanto o efeito estufa acelera em progressão geométrica e a curto prazo. Evidências apontam a umidade como fator determinante do risco de morte ao lado de altas temperaturas e ar de qualidade insuficiente. Observa-se que povos dos desertos e no caso indiano, suportam temperaturas extremas em maio e junho chegando aos 55º C com população ativa sob tais temperaturas.
Os limites de resistência envolvem mudanças de pressão, oxigênio do ar, temperatura e umidade. Nas ondas de calor extremo, o padrão das mudanças decorre pelo acúmulo de calor interno dificultando a regulação da temperatura corporal. O número de 60º C de temperatura com umidade e ventos fracos, determinaria alterações pulmonares e metabólicas enzimáticas que se disseminariam pelo organismo; visto em pessoa saudável e em exercício. O adulto saudável caminhando a 60º C tem o processo de morte celular iniciado entre 41/45º C em condições próprias de ventos, temperatura, qualidade do ar e umidade. Em teoria, nesta temperatura se inicia o processo de desnaturação proteica ou perda funcional danificando o DNA e provocando alterações da consciência por dano cerebral. Fatores como ventilação, roupas adequadas, hidratação, resposta orgânica via transpiração, dilatação vascular, baixa eliminação de urina (oligúria) permitiriam que se chegue aos 60º C. Existe forte credibilidade que a umidade do ar leva a patamares mais baixos os limites corporais à temperatura extrema. Hipoteticamente com 100% de umidade do ar, o ser humano suportaria por alguns minutos a temperatura de 45º C por conta da condensação (liquefação) do vapor d’água nos pulmões e dano à enzimas respiratórias.
Estudo publicado na revista Nature Climate Change conceitua Ilha de Calor como efeito colateral ao processo de urbanização. O calor é maior nos aglomerados urbanos pelos arranha céus, asfalto de alta capacidade térmica impermeabilizando o solo, estabelecendo peculiares padrões pluviométricos e de ventos. Modelos matemáticos direcionam que até o fim do século, as mega cidades terão elevação da temperatura ambiente em até 7º C ao lado das mudanças globais. Por consequência, o stress térmico ou ondas de calor extremo, muito recurrente atualmente, tenderão a se concentrar no ambiente urbano. Estudo da Universidade de Harvard faz correlação entre sono e a temperatura. Diz que o organismo no sono provoca dilatação vascular, permitindo perda de calor regulando a temperatura corporal. No stress térmico por durar dias ou semanas, a temperatura corporal permanece elevada pela subida mais rápida da temperatura ambiente noturna que a diurna, provocando desregulação térmica. Daí casos de mortes em massa afetando mais idosos e recém nascidos por serem os mais frágeis.

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Padrão geométrico

Buscando compreender o pensamento, a psicologia desenvolveu a Teoria da Mente normatizando a habilidade de representar em si e nos outros estados mentais como, crenças, intenções, desejos, visando interagir ações. Observa-se que não importa se verdadeiras ou falsas pois se inserem na capacidade em compreender o outro, em sua maior parte diferente, estando aí, a base do convívio social. Por meio dela o reconhecimento do estado mental alheio se afirma no relacionar pela aceitação da diferença ou o conflito pela rejeição. Já a Filosofia da Mente abrange fenômenos psicológicos da natureza do pensamento e estados mentais. Envolve questões relacionadas a liberdade, a consciência, aquisição da informação e linguagem.
Por conta do pensamento, estudo desenvolvido pelo projeto Blue Brain e publicado na Frontiers in Computacional Neuroscience, conclui que a informação é processada no cérebro seguindo concepção geométrica. Segundo a pesquisa, o cérebro cria estruturas geométricas visando tomada de decisões. Os neurônios se organizam em estruturas multidimensionais em até 11 formatos matemáticos que se desfazem após a decisão tomada. Tal descoberta conclui que em resposta ao estímulo externo, os neurônios se agrupam através de ligações formando objetos com padrão geometricamente preciso. Já em relação a memória, publicação da revista Current Biology nos informa que há diferentes formas de memória convivendo no mesmo neurônio. Se imprimem através da intensidade de força no ponto de encontro entre as células nervosas chamadas de sinapses, dando segmento ao fluxo nervoso. A associação de eventos evocando acontecimentos anteriores determina em consequência, a resposta do organismo.
O avanço da ciência permite afirmar que ao contrário do que se imaginava, a Teoria da Mente não é exclusividade humana sendo identificada em recentes pesquisas no comportamento de macacos. Já o fato dos neurônios se organizarem geometricamente, nos permite compreender entre tal aspecto estrutural e o desenvolvimento da inteligência artificial, sendo esta diferenciada da mente humana, apesar da capacidade de aprendizagem, pela subordinação ao programador e ausência de sentido ético. Por fim, a ciência da mente lança luz sobre a interpretação de pensamentos através da imagem mental geométrica conhecida e mais à frente, patologias comportamentais ou neurológicas. Já o tratamento seria centrado na reorganização da memória por conta de sua seletividade.

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O Gargalo de Neumann

John Von Neumann, matemático, judeu húngaro, converso ao catolicismo e naturalizado americano, pertenceu a exuberante geração intelectual de Budapeste, cidade que produziu à época uma de suas mais férteis geração de cientistas, escritores e músicos, que de lá partiram tal qual partiam das cidades renascentistas italianas. Participou do Projeto Manhattan e na construção da bomba H, desenvolveu com outros cientistas simulações para computação hidrodinâmica no chamado computador digital de Von Neumann. Uma de suas descobertas foi o fato de grandes bombas serem mais devastadoras se lançadas acima do solo, por conta de uma maior onda de choque. Professor em Princeton, participou do projeto ENIAC o primeiro computador de larga escala ou Eletronic Numerical Integrator and Computer. Participou do desenvolvimento do EDVAC como consultor da Moore School ou Eletronic Discrete Variable Automatic Calculator. Morreu em 1956 de câncer aos 53 anos, por exposição radioativa em testes atômicos.
O projeto computacional talvez seja sua mais expressiva obra ao sugerir que as instruções fossem armazenadas na memória, até então lidas em cartões perfurados, tornando a execução e leitura de dados mais rápida. Seu modelo propõe um computador sequencial cujo processamento se faz passo a passo num comportamento determinístico, ou, pelos dados de entrada sempre se obtém a mesma resposta. A solução de problemas complexos por números aleatórios estudada por ele, deixava os computadores mais lentos. Fato é que a maioria dos equipamentos da era moderna, seguem o modelo proposto por Von Neumann. No seu artigo First Draft of Report, propõe uma máquina de estrutura simples, fixa, de controle programado que executa qualquer comando sem necessidade de alterar o hardware, sendo este, um dos primeiros documentos descrevendo a disposição interna e princípios de funcionamento dos computadores atuais. O modelo proposto criava novas possibilidades à computação, até então restrita a determinada tarefa. A proposta de Neumann deixou um problema entre a CPU e a memória, pela limitação na troca de dados sendo chamado de gargalo de Neumann, coisa que permaneceu até nossos dias, com troca de dados entre o processador e a memória de capacidade menor que a capacidade de trabalho da CPU. O resultado é limitação da velocidade de processamento, forçando espera da CPU na transferência de dados oriundos da memória e aumentando a cada geração de CPU.
O gargalo de Neumann trás nosso matemático à vida colocando-o no olho do furacão neste inicio de ano pelas vulnerabilidades Spectre e Meltdown. Avisada a algum tempo da cansada discussão entre segurança de computadores e velocidade, a Intel aceitou o que já bem conhecia, inclusive com vendas de ações por parte do CEO da companhia. Pelo gargalo, ataques podem ser feitos acessando o conteúdo da memória de computadores, celulares e servidores. O Meltdown parece até aqui limitado aos computadores da companhia, quebrando o isolamento entre aplicações do usuário e do sistema operacional, cuja correção comprometeria a velocidade em até 30%. Já o Spectre explora a capacidade de execução especulativa dos processadores, cuja solução viria na próxima geração de processadores com novo redesenho. O resultado desta questão mostra que na guerra entre performance e capacidade de armazenamento dos processadores, perdeu a segurança, isto, no mundo inteiro. Imaginamos que compras pela internet envolvendo bilhões de dólares decorre pela rapidez de resposta, pois o contrário, o cliente desiste e a companhia perde. Grandes Players do mercado de nuvem como Amazon, Microsoft, Google, correm risco de perdas em consequência de velocidade e segurança comprometidas. Tudo está sob ameaça, de senhas a dados ou chaves de criptografia. Von Neumann vive.

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O dia seguinte

Um debate envolvendo a sociedade colombiana e tendo como protagonistas o judiciário e o executivo, por conta do acordo de paz com as FARC, afetou-a globalmente. Um decreto presidencial relacionado a integração econômica e social da guerrilha, deixou em aberto a possível utilização de parte do fundo do espólio das FARC para financiar campanhas políticas do partido daí nascente. Fato é que o inventário dos bens guerrilheiros, quer dizer, confiscados e declarados, seriam utilizados na reparação de vítimas e talvez financiar o centro de Pensamento e Educação Política do partido nascente, abrindo aí, espaço ao financiamento eleitoral. A oposição fala em iniciar a vida política com 3,5 milhões de dólares ou o maior negócio de lavagem de dinheiro conhecido, isto, pela ótica oposicionista. A questão se complica ainda mais quando se fala que durante a guerra, a guerrilha possuía 8 mil combatentes custando anualmente 67 milhões de dólares.
Falar em patrimônio das FARC é patinar em terra de ninguém, pois nem eles devem saber ao certo quanto acumularam com a guerra. Os números decorrem de informações de confiscos e servem para dar ordem de grandeza ao montante e não a valores absolutos. Estima-se em 30 milhões de dólares em golpes ou miudezas apreendidas. Um confisco de 3389 propriedades vale U$ 3 milhões, propriedades urbanas, rurais e automóveis além de empresas e estabelecimentos comerciais ainda não devidamente cadastrados. Em 2009 foram interceptados dados da parte mais rica da guerrilha no valor de 20 milhões de dólares e para fins de confisco e congelados existem imóveis na zona urbana no valor de 9,4 milhões de dólares. Há Propriedades rurais já declaradas valendo 6 milhões de euros. Só a mineração de Coltan e Tungstênio mais exportação de 350 toneladas em três anos totalizam 5 milhões de dólares. Terras que foram recuperadas no valor de 8,3 milhões de dólares. Confisco de U$ 150 milhões em terras equivalem em tamanho o estado de Alagoas. Isto para se ter uma noção, pois os dados são defasados e não estão concluídos. No exterior citam como possuidores de ativos da guerrilha, Costa Rica, Equador, Espanha, EEUU, México, Panamá, Peru sem falar Cuba e Venezuela.
Evidente que importa saber quanto as FARC acumularam em patrimônio com a guerra. Lógico que o resultado impacta na reparação das vítimas e na inserção dos ex combatentes à vida civil, tentando amenizar sua ida ao crime ou ao gosto amargo da injustiça em ambos os lados. As armas silenciaram mas o seu legado está aí. Talvez discutir dinheiro ilícito usado em atividade que deveria primar pelo exemplo em lisura, ou, atividade política, suscita uma questão intrigante. A América Latina buscando desenvolvimento e por consequência capital financeiro, enfiou o pé na ilegalidade. Desde a pequena corrupção da esquina ao narcotráfico tutelado por armas contrabando e assalto em cima dos mais fracos e diante a conivência dos favorecidos. Interessante examinar se o resultado desta iniciativa na sociedade, nos últimos trinta anos principalmente, levou ao caminho do benefício social, se podemos falar em ganhos futuros, se compensa o preço que se paga.

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