Ainda Restam os Bancos
A UE discutirá em setembro a criação de uma taxa ou sobre deslocamentos aéreos ou transações financeiras ou venda de leilões de emissões de CO2, visando apoiar os estados membros em situação falimentar.
A grande discussão a respeito das causas da atual crise, basicamente culpa a ação dos bancos privados devido a negócios de alto risco, prática capitalista muito bem aceita, acabando por perder e obrigando estados com estrondosos déficits a aumentarem suas dívidas para salvá-los pelos maus negócios feitos. Um capitalismo de mão única em que bancos ficam com os lucros e dividem com o contribuinte seus prejuízos. O problema da discussão sobre a taxação dos bancos é que eles avisam que repassarão ao usuário o ônus da taxa, pois não foi encontrado nada até agora que os substituísse, ficando só no negócio, fazendo o que acham ser o melhor para si.
A melhor definição para bancos, talvez seja a de bastiões do capitalismo. Toda nação capitalista que se preza terá um grande banco privado, lucrativo, que gasta horrores de dinheiro provavelmente com um garoto propaganda, vendendo a ideia de uma nação livre, progressista, sadia, encarnada na figura do campeão.
Os bancos só perdem em grandes cracks envolvendo geralmente bolsa de valores, certamente os primeiros a se recuperar, devido a pujança da avidez ao lucro daqueles que viveram um período de vacas magras, e querem logicamente, recuperar seus ganhos.
Falando em crise europeia, a fatura já foi repassada ao consumidor; no Reino Unido o IVA passa de 17,5 para 20% em janeiro de 2011. A Alemanha cortou subsídios de desemprego, a Espanha abrandou a legislação sobre a suspensão temporária de contratos de trabalho, Portugal reduziu as aposentadorias do setor público e a França pretende aumentar a idade de aposentadoria.
O problema é que todos acham que foram os bancos os verdadeiros responsáveis pela crise, convergentes com governos perdulários que numa parceira nefasta levaram à situação atual. Contrários ao imposto sobre os bancos, vide transações financeiras, estão o Canadá que pouco sofreu com a crise e a China que não quer pressionar o setor bancário. A favor estão Alemanha e Inglaterra, quem diria, o que uma crise é capaz de fazer.
Caso interessante é o da Suécia, campeões em imposto sobre operações financeiras, pretendendo um fundo de estabilização no valor de 2,5% do PIB em 15 anos arrecadados dos bancos suecos. Interessante é que em decorrência disto, instituições voltam-se para este país por que lá se evitam operações de alto risco, devido ao pagamento maior por estas operações.
Em suma, diremos que cada um sabe aonde aperta seu calo; por aqui, estamos em franco crescimento com um rombo nas contas públicas que em breve fará inveja a qualquer europeu. Lógico que não se pode avaliar que impacto terá uma crise nossa, mas alguns países tomam suas medidas e pouco se fala em graves crises assolando estas nações.
A grande discussão a respeito das causas da atual crise, basicamente culpa a ação dos bancos privados devido a negócios de alto risco, prática capitalista muito bem aceita, acabando por perder e obrigando estados com estrondosos déficits a aumentarem suas dívidas para salvá-los pelos maus negócios feitos. Um capitalismo de mão única em que bancos ficam com os lucros e dividem com o contribuinte seus prejuízos. O problema da discussão sobre a taxação dos bancos é que eles avisam que repassarão ao usuário o ônus da taxa, pois não foi encontrado nada até agora que os substituísse, ficando só no negócio, fazendo o que acham ser o melhor para si.
A melhor definição para bancos, talvez seja a de bastiões do capitalismo. Toda nação capitalista que se preza terá um grande banco privado, lucrativo, que gasta horrores de dinheiro provavelmente com um garoto propaganda, vendendo a ideia de uma nação livre, progressista, sadia, encarnada na figura do campeão.
Os bancos só perdem em grandes cracks envolvendo geralmente bolsa de valores, certamente os primeiros a se recuperar, devido a pujança da avidez ao lucro daqueles que viveram um período de vacas magras, e querem logicamente, recuperar seus ganhos.
Falando em crise europeia, a fatura já foi repassada ao consumidor; no Reino Unido o IVA passa de 17,5 para 20% em janeiro de 2011. A Alemanha cortou subsídios de desemprego, a Espanha abrandou a legislação sobre a suspensão temporária de contratos de trabalho, Portugal reduziu as aposentadorias do setor público e a França pretende aumentar a idade de aposentadoria.
O problema é que todos acham que foram os bancos os verdadeiros responsáveis pela crise, convergentes com governos perdulários que numa parceira nefasta levaram à situação atual. Contrários ao imposto sobre os bancos, vide transações financeiras, estão o Canadá que pouco sofreu com a crise e a China que não quer pressionar o setor bancário. A favor estão Alemanha e Inglaterra, quem diria, o que uma crise é capaz de fazer.
Caso interessante é o da Suécia, campeões em imposto sobre operações financeiras, pretendendo um fundo de estabilização no valor de 2,5% do PIB em 15 anos arrecadados dos bancos suecos. Interessante é que em decorrência disto, instituições voltam-se para este país por que lá se evitam operações de alto risco, devido ao pagamento maior por estas operações.
Em suma, diremos que cada um sabe aonde aperta seu calo; por aqui, estamos em franco crescimento com um rombo nas contas públicas que em breve fará inveja a qualquer europeu. Lógico que não se pode avaliar que impacto terá uma crise nossa, mas alguns países tomam suas medidas e pouco se fala em graves crises assolando estas nações.
Categoriasgeral
bancos, crise, dinheiro, especulação
para entender mais, o e-livro da Margrit Kennedy está disponivel para leitura no
http://abolicaodosjuros.blogspot.com/
… porque esse sistema atual de colocação de moeda em circulação acoplada com dívida de juro é uma invenção (relativamente nova) nefasta. Se foi inventado pode ser abolido.